melasma é uma doença da pele que se manifesta através de manchas escuras acastanhadas que surgem, geralmente, na cara. São mais frequentes nas bochechas, na testa, no nariz, por cima do lábio superior e no queixo porém podem aparecer também noutras zonas que apanham muito sol, como o pescoço ou os antebraços, mas é raro. Trata-se de uma doença benigna, mas que por ser inestética pode causar baixa autoestima.

Aparece, sobretudo, em adultos jovens, sendo que a idade média para o seu início se situa entre os 27 e os 37 anos. Geralmente, é uma doença crónica, com anos de evolução.

Apesar de ser mais comum no sexo feminino pode também ocorrer no sexo masculino. Aparece por vezes durante a gravidez, sendo conhecido vulgarmente por “pano” ou cloasma,

As pessoas com pele mais escura têm maior probabilidade de o ter, tais como as que têm um familiar com este tipo de manchas.

Sinais e sintomas do melasma

Relativamente aos sinais e sintomas, o melasma caracteriza-se por manchas escuras na pele que aparecem, sobretudo, no rosto.

Causas do melasma

A causa do melasma ainda não é completamente conhecida, mas sabe-se que as células que produzem o pigmento da pele (melanócitos) o fazem em excesso, causando hiperpigmentação.

Fatores envolvidos no desenvolvimento do melasma incluem:

  • Alterações hormonais (como a gravidez, os contracetivos orais ou a terapêutica hormonal de substituição);
  • Exposição solar;
  • Fatores genéticos;
  • Fototipo (cor da pele);
  • Medicamentos e cosméticos;
  • Deficiência de Zinco.

Tipos de melasma

Dependendo da localização da melanina (pigmento que dá cor à pele), o melasma pode ser classificado em:

  • Melasma epidérmico – A melanina localiza-se na camada mais superficial da pele (epiderme). Geralmente, os bordos são bem definidos e a cor é castanho-escuro. Responde mais rapidamente ao tratamento.
  • Melasma dérmico – A melanina localiza-se mais profundamente na pele (na derme). Em regra, os bordos são mal definidos e a cor é castanho-claro ou azul-acinzentada. A resposta ao tratamento é mais lenta.
  • Melasma misto – Corresponde à combinação das duas variantes anteriores, com características intermédias.
    A lâmpada de Wood e a dermatoscopia ajudam a distinguir o tipo de melasma.

Diagnóstico

Na grande maioria dos casos, o dermatologista faz o diagnóstico diretamente a partir da observação das lesões cutâneas.

A realização de uma biópsia cutânea pode justificar-se nos casos em que o diagnóstico não é claro e é necessário diferenciar de outras condições. O exame pode ser complementado com o recurso a um dispositivo de luz de Wood para inspecionar a pele em detalhe.

Tratamento

O melasma pode desaparecer gradualmente sem tratamento quando há um fator desencadeante que cessa, tal como a pílula ou a gravidez. Na maioria dos casos é necessária terapêutica local, que pode incluir:

  • Idroquinona
  • Tretinoína
  • Corticosteroide

Podem ainda efetuar-se procedimentos como peelings químicos ou microdermabrasão.

Com a orientação de um dermatologista muitas pessoas podem melhorar ou mesmo eliminar o melasma. No entanto, podem ser necessários longos meses de tratamento para o conseguir. Depois há que manter os resultados utilizando sempre protetor solar e por vezes tratamento de manutenção.

Prevenção

A melhor maneira de evitar o agravamento do melasma é usar um protetor solar eficaz todo o ano. É necessário um filtro solar que bloqueie não apenas os raios do sol, mas também a luz e o calor. Existem dois tipos principais de protetores solares:

  • Os que usam produtos químicos, como oxibenzona. De evitar pelo risco de desencadear reações alérgicas.
  • Os que usam bloqueadores físicos, como zinco e dióxido de titânio. Estes são preferíveis já que os seus elementos se fundem na pele, oferecendo uma proteção muito elevada.

Além disso, deve-se usar chapéu sempre que se estiver ao ar livre por longos períodos.