Causas de insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca é causada pelo enfraquecimento ou espessamento do músculo cardíaco (miocárdio).
Assim, qualquer condição que prejudique a função do coração pode causar insuficiência cardíaca.
Exemplos dessas condições são:
- Doença arterial coronária;
- Enfarte do miocárdio (ataque cardíaco);
- Inflamação do músculo do coração (miocardite);
- Pressão sanguínea elevada (hipertensão arterial);
- Doenças das válvulas do coração;
- Alguns tipos de arritmias cardíacas;
- Abuso prolongado de álcool.
Em alguns casos, a causa exata de uma insuficiência cardíaca pode não ser conhecida.
Tipos de insuficiência cardíaca
Existem diversas classificações para a insuficiência cardíaca, entre as quais:
- Sistólica e/ou diastólica
Sistólica: O coração perde força no lado esquerdo (ventrículo esquerdo) e não consegue bombear o sangue para a circulação sistémica, fala-se em insuficiência cardíaca sistólica ou insuficiência cardíaca do lado esquerdo. Quando isso ocorre, o coração fica dilatado e fraco.
Diastólica: O coração torna-se mais espesso e rígido e o ventrículo esquerdo não consegue encher o suficiente e o sangue não é bombeado para a circulação mesmo que a ação de bombeamento seja forte.
- Congestiva ou não congestiva
A insuficiência cardíaca congestiva é a incapacidade do músculo cardíaco para manter a circulação, levando a uma acumulação de sangue nas veias e de líquido nos tecidos. Estes podem acumular-se nas pernas causando inchaço (edema), nos pulmões causando edema pulmonar, ou no abdómen, a chamada ascite.
- Aguda e/ou crónica
A insuficiência cardíaca aguda descompensada constitui uma emergência médica.
Fases de insuficiência cardíaca
Existem quatro fases (classes) da insuficiência cardíaca, usadas para classificar a gravidade dos sintomas, que representam uma progressão da fraqueza do músculo cardíaco.
A New York Heart Association (NYHA) coloca as fases da insuficiência cardíaca em quatro classes:
- Fase (ou classe) I: sem limitações na atividade, atividades normais podem ser executadas;
- Fase (ou classe) II: limitações leves e sintomas leves com a atividade; sem sintomas em repouso;
- Fase (ou classe) III: limitações visíveis na atividade; apenas confortável em repouso;
- Fase (ou classe) IV: sintomas ocorrem em qualquer nível de atividade e desconfortável mesmo em repouso.
Possíveis complicações da insuficiência cardíaca: estas incluem fadiga e fraqueza acentuadas, incapacidade de completar as atividades da vida diária, danos nos rins e insuficiência cardíaca progressiva que podem, em última análise, exigir transplante cardíaco.
Sintomas de insuficiência cardíaca
Os primeiros sinais e sintomas de insuficiência cardíaca podem não ser aparentes e desenvolver-se somente após a evolução da doença ao longo do tempo.
Os sintomas incluem:
- Falta de ar;
- Fadiga;
- Tonturas;
- Intolerância ao exercício;
- Perda de apetite;
- Náusea;
- Tosse (ou tosse crónica);
- Farfalheira;
- Batidas rápidas ou coração acelerado;
- Cansaço excessivo;
- Confusão;
- Dificuldades do pensamento ou concentração;
- Inchaço nos tornozelos;
- Inchaço no abdómen;
- Dor no peito.
Geralmente, os sintomas são piores à noite, quando se está deitado.
Fatores de risco para insuficiência cardíaca
Os fatores de risco mais comuns para insuficiência cardíaca incluem:
- Doença das artérias coronárias;
- História anterior de enfarte do miocárdio (ataque cardíaco),
- Problemas em uma ou mais válvulas cardíacas;
- Miocardiopatia (doença do músculo cardíaco).
Outros fatores de risco incluem:
- Hipertensão arterial;
- Fatores genéticos (defeitos cardíacos congénitos);
- Infeções (especialmente infeções virais);
- Obesidade.
Fatores menos reconhecidos incluem:
- Apneia do sono;
- Deficiências nutricionais;
- Dieta pouco saudável (baixa em vegetais antioxidantes e rica em gorduras animais);
- Stress;
- Falta de exercício.
Todos estes fatores também contribuem para a doença arterial coronária, que é, por sua vez, um importante fator de risco para insuficiência cardíaca.
Diagnóstico e tratamento da insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca pode ser diagnosticada pelos sintomas relatados pelo doente, pelo exame físico ou por uma radiografia ao tórax.
O ecocardiograma pode identificar problemas com um músculo cardíaco rígido e espesso e se utilizado para distinguir entre os tipos sistólico e diastólico da insuficiência cardíaca.
A alteração de determinados valores das análises de sangue podem sugerir insuficiência cardíaca.
As opções de tratamento da insuficiência cardíaca incluem a adoção de um estilo de vida saudável, medicação e, em alguns casos, o implante de dispositivos semelhantes a ‘pacemakers’.